Centro Especializado em Obesidade e Diabetes recruta pacientes com nefropatia avançada para estudo científico

O Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz está recrutando pacientes com diagnóstico de obesidade e diabetes tipo 2 que apresentem nefropatias graves para participar do OBESE-DKD, estudo científico que tem por objetivo avaliar a eficácia e segurança da cirurgia metabólica (bypass gástrico em Y de Roux) versus o melhor tratamento clínico na progressão da doença renal por diabetes.

A nefropatia diabética, é uma das principais comorbidades do diabetes e se manifesta vários anos após o paciente ser diagnosticado com o tipo 2 da doença e não apresenta sintomas precoces. Além de assintomático, o processo de danificação dos rins é irreversível e pode progredir para a falência total da função renal, levando o paciente a necessitar de terapia renal substitutiva, a hemodiálise, e até transplante de rim. Dados de 2021 do Atlas da Federação Internacional apontam o Brasil como o 6º país no ranking das 10 nações com mais casos de diabetes, sendo que 16,8 milhões de brasileiros vivem com a condição no país. Já o Censo de Diálise da Sociedade Brasileira de Nefrologia, realizado em 2018, apontou que cerca de 40% dos pacientes com diabetes apresentavam também nefropatia diabética.

Poderão participar do estudo aberto, randomizado e unicêntrico, pacientes com obesidade e diabetes tipo 2 que apresentem nefropatia diabética grave, que tenham entre 30 e 70 anos. A pesquisa prevê alguns critérios de exclusão, como: diabetes tipo 1, cirurgias mal absortivas e restritivas prévias, doença hepática e neoplasias recentes, entre outros.

De acordo com o pesquisador principal, Dr. Ricardo Cohen, coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital, a nefropatia diabética, relacionada ao diabetes tipo 2 é a forma mais prevalente de doença renal crônica no mundo e está associada a altas taxas de complicações clínicas e risco de óbito desta população. “Queremos com o estudo, desenvolver novas opções de tratamento para a principal comorbidade do diabetes, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e propor, com isso, alternativas seguras para a redução de custos associados à doença”, ressalta o especialista.

Ainda segundo o Dr. Cohen, a principal hipótese da pesquisa é que a cirurgia bariátrica em pacientes com nefropatia diabética avançada e obesidade possa ser feita com segurança e, preferencialmente, retardar a progressão da doença renal em comparação ao melhor tratamento clínico. “Além disso, o estudo irá avaliar fatores que incluem a remissão do diabetes tipo 2 e da hipertensão, as duas causas mais comuns de doença renal terminal”, destaca o pesquisador.

Data: 03/04/2022
Fonte: Portal Hospitais Brasil